
O que muda no ERP Protheus com o fim do PIS e Cofins em 2027
PIS e Cofins deixam de existir em 1 de janeiro de 2027 e a CBS assume o lugar com alíquota cheia. Para quem opera o Protheus, isso mexe com cadastros, documentos fiscais, apuração e caixa ao mesmo tempo. Ajustar o ambiente agora é o que separa uma transição tranquila de um problema operacional.
Como a Reforma Tributária impacta o ERP Protheus
Para dimensionar o impacto, vale entender a escala da mudança. PIS e Cofins existem desde os anos 1990 e atravessam praticamente todo movimento do ERP Protheus: tabelas de tributação, emissão de notas, apuração, escrituração e integrações com o financeiro.
O que é a CBS? É a Contribuição sobre Bens e Serviços, criada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. Junto com o IBS, ela forma o IVA Dual, o novo modelo de tributação sobre o consumo que substitui gradualmente PIS, Cofins, ICMS, ISS e reduz o IPI. A transição completa segue até 2033, com o sistema antigo e o novo convivendo por quase oito anos.
O que já mudou no presente? 2026 funciona como fase de teste, com CBS a 0,9% e IBS a 0,1%. E o teste virou obrigação: desde 3 de agosto de 2026, as notas fiscais eletrônicas de contribuintes do Regime Normal precisam trazer os grupos de IBS e CBS devidamente preenchidos, sob risco de rejeição pelos sistemas autorizadores da Receita Federal e das fazendas estaduais. O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026 distribuiu essa exigência em um cronograma faseado por tipo de documento fiscal, e a própria TOTVS reforçou o marco em orientação a clientes.
Em 1 de janeiro de 2027, a virada fica efetiva. PIS e Cofins são extintos, a CBS passa a ser cobrada em alíquota cheia, o IPI cai a zero para a maior parte dos produtos com preservação da Zona Franca de Manaus, o Imposto Seletivo entra em vigor e o IBS inicia a cobrança em percentual reduzido.
No Protheus, isso significa tocar simultaneamente em tudo aquilo que calcula, grava e informa tributo, de acordo com o planejamento já divulgado pela TOTVS para a linha, que inclui um configurador de tributos e a adequação dos documentos fiscais eletrônicos.
Checklist de atualizações do Protheus até 1 de janeiro de 2027
- Atualizar o ambiente com a release e os patches homologados pela TOTVS, testando antes em homologação.
- Revisar cadastros fiscais de produtos, NCM, CFOP e operações de entrada e saída.
- Parametrizar CST-IBS/CBS e cClassTrib, os novos códigos de situação e classificação tributária exigidos nos documentos eletrônicos.
- Ajustar a emissão de NF-e, NFC-e, NFS-e e CT-e com os grupos de IBS e CBS, seguindo o cronograma faseado por tipo de documento.
- Reconfigurar a apuração e a escrituração para encerrar o ciclo de PIS e Cofins e iniciar o da CBS sem perder rastreabilidade.
- Preparar o financeiro para o split payment, o recolhimento do imposto no momento do pagamento, que altera o fluxo de caixa e exige revisão de rotinas de baixa e conciliação.
- Mapear os créditos acumulados de PIS e Cofins, que não se perdem com a extinção: podem compensar CBS, ser ressarcidos ou compensados com outros tributos federais.
- Treinar o time fiscal e de operações nos novos campos, validações e rotinas de exceção.
Os riscos de deixar a parametrização para depois
O problema começa com o ambiente desatualizado ou com parametrização improvisada. O impacto aparece em cadeia. A nota sem os grupos de IBS e CBS é rejeitada e a faturação para. O imposto calculado na regra antiga gera diferença na apuração. O crédito acumulado de PIS e Cofins que não foi mapeado vira dinheiro parado. E o split payment, sem revisão do financeiro, transforma a virada em surpresa no capital de giro.
Há ainda um fator de incerteza que exige método: conforme reportagem de setembro de 2026, as alíquotas de 2027 seguem indefinidas e a definição dos percentuais pode sair só no fim do ano. Ou seja, a solução não é cravar números no sistema, e sim preparar uma parametrização flexível, testada e pronta para absorver os valores definitivos sem retrabalho.
A solução está em um plano de transição em fases, com ambiente homologado, testes de ponta a ponta e monitoramento normativo contínuo, já que o Comitê Gestor do IBS segue publicando resoluções que mudam a rotina das empresas.
Como a Logithink resolve a transição no Protheus
A Logithink atua como consultoria Protheus especializada em transformar esse cronograma complexo em execução organizada, com um caminho em quatro frentes.
O diagnóstico mapeia o ambiente atual, do cadastro de produtos à apuração, apontando exatamente o que precisa mudar antes da virada. A implementação ajusta documentos fiscais, códigos de classificação tributária e rotinas financeiras com o suporte de um acelerador próprio da Logithink, que padroniza o levantamento e encurta o tempo entre o diagnóstico e a operação ajustada. Os consultores especializados em tributos acompanham a Lei Complementar 214/2025, os atos da Receita Federal e as resoluções do CGIBS, traduzindo cada mudança normativa em parametrização prática. O suporte e a melhoria contínua mantêm o ERP Protheus aderente às etapas seguintes da reforma, que seguem até 2033.
O resultado prático é visível na operação. Notas emitidas sem rejeição, apuração confiável, créditos preservados e um time fiscal que trabalha com regras claras em vez de planilhas paralelas.
O que vem depois
O fim do PIS e da Cofins não é mais um aviso no horizonte. É uma data marcada, com exigências já em vigor nas notas fiscais de hoje. Quem tratar a transição como projeto estruturado entra em 2027 operando normalmente. Quem esperar o prazo apertar vai resolver crise em vez de sistema.
Agende um diagnóstico comercial com a Logithink. Em uma reunião técnica, os consultores avaliam o cenário atual do seu ERP Protheus, apontam os ajustes prioritários até 1 de janeiro de 2027 e apresentam a proposta de implementação. O custo dessa conversa é zero. O custo de descobrir um erro de parametrização depois da virada, nenhum gestor quer pagar.
Protheus é uma propriedade da TOTVS S/A